quinta-feira, 4 de setembro de 2008

LAKME NA BIBLIOTECA


Hoje, em Lakme na Biblioteca, o best seller: Marley & Eu.
Este livro já é mais que famoso, até filme com Jennifer Aniston tá saindo agora em 2008, mas a nossa humana tem se surpreendido com a quantidade de cachorreiros e gateiros que não leram o livro. A maioria explica que tem receio de ler, pois tem certeza vai chorar.
Bem, a nossa humana que é uma rata de biblioteca e uma chorona de carteirinha, também relutou muito a ler este livro, porém a curiosidade ganhou do receio e lá foi ela ler o talzinho.
E ela se surpreendeu. Claro que tem passagens super emocionantes, mas pela beleza da história e não por apelação da narrativa, pelo respeito e carinho que John teve por Marley em todos os momentos da vida deste imenso labrador.
John Grogan é jornalista e tem uma narrativa bem leve e agradável, sem contar um senso de humor muito apurado, sem exageros, e Marley foi um cão que deu a John material de sobra para exercer esta qualidade de escrita. Muito mais que chorar, nossa humana riu muito lendo este livro. Apesar de ter 12 gatinhos, em muitas passagens ela se identificou com o narrador.


A seguir um dos nossos trechos preferidos deste livro maravilhoso:

" Quando finalmente eu trouxe mãe e filho para casa, Marley ficou fora de si. Jenny colocou Patrick dormindo no moisés no meio da nossa cama e depois se juntou a mim, que estava comemorando com Marley na garagem, numa alegria contagiante. Quando Marley se acalmou um pouco nós o trouxemos para dentro. Nosso plano era agir naturalmente, sem apontar o bebê para ele. Iríamos passar por perto e deixá-lo perceber a presença do novo morador da casa aos poucos.

Marley seguiu
Jenny até o quarto, enfiando o nariz fundo na sacola que ela trouxe de volta da maternidade. Ele literalmente não sabia que havia um ser vivo em cima de nossa cama. Então Patrick se moveu e emitiu um som semelhante a um chilreio abafado de pássaro. As orelhas de Marley se ergueram e ele congelou. De onde veio este barulho? Patrick repetiu o som, e Marley levantou uma pata no ar, apontando como um cão de caça. Meu Deus, ele estava apontando para o nosso bebê como um cão caçador apontaria para uma...presa. Neste instante, lembrei do travesseiro de penas que ele atacou com tanta ferocidade. Ele não seria tão burro para confundir um bebê com um faisão, seria?

Em seguida, ele se aproximou. Não foi um ataque feroz para "matar o inimigo"; ele não mostrou os dentes nem grunhiu. Mas tampouco foi uma aproximação de "boas-vindas ao mais novo habitante do bairro". Seu peito tocou o colchão com tanta força que a cama andou de lugar. Patrick estava bem acordado agora, os olhos esbugalhados. Marley retrocedeu e avançou novamente, desta vez aproximando sua boca a poucos centímetros dos pezinhos do nosso recém-nascido. Jenny agarrou o bebê e eu agarrei o cachorro, puxando-o para trás pela coleira com ambas as mãos. Marley estava lívido, espichando-se para se aproximar desta nova criatura, que, de alguma forma, havia invadido nosso santuário. Ele se sentou sobre as patas traseiras e eu o puxei pela coleira, sentindo-me como o Zorro montado em seu belo cavalo negro.
- Muito bem, está tudo bem agora - eu disse.

Jenny colocou Patrick no moisés; e eu coloquei Marley entre as minhas pernas e segurei-o firme pela coleira com os punhos cerrados. Até Jenny percebeu que Marley não queria agredi-lo. Ele estava arfando com aquela expressão abobada que ele tinha; os olhos estavam brilhando e o rabo balançando. Enquanto eu o segurava, Jenny se aproximou de nós, permitindo que Marley farejasse primeiro os dedinhos do bebê, depois seus pés, pernas e coxas. A pobre criança tinha apenas um dia e meio de idade e já estava sob o ataque de um aspirador de pó. Quando Marley farejou a fralda, ele pareceu entrar num estado alterado de consciência, um tipo de transe induzido por fraldas infantis. Ele estava no paraíso. Ele se mostrava eufórico.
- Um movimento em falso, Marley, e você está frito - Jenny alertou, e ela estava falando sério.


Se ele tivesse demonstrado o menor gesto agressivo em relação ao bebê, seria o fim dele. Mas ele nunca fez isto. Logo descobrimos que o nosso problema maior não era evitar que Marley machucasse nosso precioso bebê. Nosso problema era mantê-lo afastado do cesto de fraldas usadas."

Umas fotinhos de Marley:
para melhor visualização clique na imagem
Marley & Eu, a vida e o amor ao lado do pior cão do mundo.
John Grogan
Prestígio Editorial

10 comentários:

Nika e Bina Montagens disse...

A nossa mãe que é cachorreira de carteirinha não poderia deixar de ler a história do Marley.
Esta muito bem escrita e com certeza todos que amam os animais se emocionaram.
Tem momentos engraçados e outros tristes...como o último capítulo.
Quando tava mais perto do final do livro, ela não conseguia ler...de tanto que chorou.
Eram lembranças do nosso mano Boni, (pastor alemão)falecido a 7 anos, misturadas com as do Marley.

Quem não leu ainda....leiam, vale a pena!

Parabéns ao Blog da tropinha, está muito lindo!!

Nika e Bina

Boris The Cat disse...

papy comprou o livro e fez questao ainda de comprar a edição especial de capa dura e ilustrações do marley, que na verdade são fotos do arquivo pessoa de Jonh, pelo prefácio o autor demonstra o que realmente é uma amizade com o animal. Papy irá com certeza chorar tbm, pois recentemente perdemos nossa , mana dog Fufy.

Nino disse...

Mamii já leu tb, ela ganhô di anivelxáliu du tiu maia im 2007. Adolooooooou!
Éia lecomenda masi uma leitulinha: Amoi im Minúxcula!!!
Bijinhux tlopinha i tia Dolaaa!

Vick e Tuco disse...

A história é engraçada pq o Marley é um pestinha ... mas é mto triste também. Mamy ainda não terminou de ler pq como é uma história super emocionante ela intercala com outros livros pra poder segurar o choro (ela é uma manteiga derretida hahahaha).
Parabens mais uma vez Tropinha e tia Dora pela esolha do tema. Vcs são 10.

Boris The Cat disse...

Tropinha, coloquem sempre que tiverem e puderem dicas de livros do tipo do Marley e eu, papy adora ler, e com a mamy de vc´s tbm adorra com certeza teremos boas dicas de leitura

Erika disse...

Eu li o livro tem um tempinho e sempre recomendo... Nas passagens em que eu chorava, Musashi sempre ficava pertinho de mim! Fofo d+!

Mama e Fedelício disse...

Iliti, mamis não leu u livro.. mas já ouviu muitus comentérius sobri u mesmu.Porem..não foi tão corajosa ki nem a dindinha Dora!Parabéns..pelu assuntu im pauta ....sempre de muitu bom gostu!!! Amamus vcs semprei..

Luan Luluxo disse...

Galerinha, eu ainda não lí o livro mas mamy leu... rsrsrs
Como a tia Dora, ví mamy morrer de rir e tb chorar a cântaros. O que ela achou mais engraçado foram as aulas de adestramento do Marley. O coitado do John pagou muito mico.
kkkkkkkkkkkkkkk
Bela história!!!

Mais uma vez parabéns pelo blog!

Boris The Cat disse...

Acabemos de ler o livro e como todos nós 2 (papy e eu ) rimos, nos emocionamos e choramos como todos que leem o livro. Na verdade papy quer deixar aki um comentário legal sobreo o livro:

Marley e eu, mostra muito bem que o amor não tem preço e muito menos qualidade, basta apenas olharmos e nos admirarmos, foi o que aconteceu com John, que adotou Marley ainda filhote, e teve muitas surpresas, pois Marley não era nenhum exemplo de bom comportamento, mas era um animal que foi conquistando seu espaço, com qualidades realmente para lá de especiais.....Jonh, em sua edição especial de Marley e eu, colocou a coluna o qual deu origem ao livro, li e me emocionei com tamanha homenagem de Jonh, aquele que lhe deu muitos exemplos de vida.... e mesmo qdo a vida deu a Jenny ( esposa de Jonh) um golpe faatl, ele estava lá presente, e ajudando.....Para quem não leu o livro, e está pensando se ler é um bom negocio eu recomendo, pois é muito bom e a historia bonita demais para se deixar de lado.

Ramona Maria disse...

Tia Lakmi, a mamis dixi qui adoio u livo, qui liu i xolo pa caiamba cum iele i qui zá impestou pa um montão di zenti. Agoia, to tentandu convexe iela a le iele pa ieu, hihihi. Bijim