domingo, 18 de outubro de 2009

LAKME NA BIBLIOTECA


Hoje a gatinha Lakme tem duas sugestões bem interessantes para agradar gateiros e cachorreiros de plantão. 100 gatos que mudaram a civilização - os gatos mais influentes da Histórial e 100 cães que mudaram a civilização - os cães mais influentes da História.

Neste livros Sam Stall fala de gatos e cães que, como diz no título, mudaram a História.
Sam Stall é um escritor que tem muitos títulos dedicados a donos de cães e gatos, ele mesmo dono de três cachorritos, seu gato faleceu recentemente.

Citamos agora alguns destes animais fantásticos que alteraram o rumo vida de pessoas, cidades, países, enfim, nossa civilização:

Mourka: Destacou-se um uma das batalhas mais sangrentas da Segunda Guerral Mundial. Em uma Stalingrado (São Petersburgo) sitiada pelos nazistas, o audaz gato levava bilhetes da linha de frente até o quartel-general soviético.

Pickles: Cão que encontrou a taça Jules Rimet quando do seu primeiro roubo em 1966, Inglaterra.

De Sam Stall ainda recomendamos: Gato Manual do Proprietário e Cachorro Manual do Proprietário, dois livros divertidos, com um formato de manual, com ilustrações bem humoradas, onde David Brunner e Sam Stall dividem dicas sobre a criação e convivência com estas pecinhas únicas que são cachorritos e gatuchos.

Abaixo as capas dos livros citados nesta postagem e as fotos de Pickles e Mourka:
(clique sobre a imagem para ampliar)


Tanto os 100 gatos como os 100 cães saíram pela editora Prumo, e os manuais são pela editora Gente.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

KALI NA GALERIA


Hoje a gatinha Kali nos apresenta o trabalho de Cláudia Valente. No orkut a tia Cláudia é mais do que conhecida, pois é mamis de dois dos gatinhos mais figurinhas do pedaço: o Balthazar e a Abigail.

Ao perguntar o que levou Cláudia a desenhar gatinhos ela nos respondeu:

Desde criança eu desenho bichos, mas depois de adulta o primeiro gato que desenhei foi minha Taty, hoje estrelinha. De lá pra cá não consegui parar mais. É meio que um vício. Eu fico chapada desenhando!

Abaixo uma pequena amostra do trabalho de Cláudia. Para os frequentadores do Orkut é fácil identificar os retratinhos. Temos aí o rotundo Wally, Akhenaton, Arthur Eugênio, Gatinhos da Helen, Luminha, Bart, Bóris, Mais gatinhos da Helen, Bolinha, Miguelzinho, Bill Dietrich, Milu e Ninna.
(para ampliar clique na figura)


Além de uma artísta de mão cheia e já reconhecida até nas revistas (Pulo do Gato, ed 51, maio/junho de 2009), Cláudia se dedica aos Gatinhos do Bosque, uma ong de ajuda aos gatinhos do bairro Bosque, Campinas, hoje recolhidos pelo Flavio da AAAC (Associação Amigos dos Animais de Campinas) que cedeu um espaço no coração e no gatil da AAAC pros gatinhos ficarem

Para ver mais trabalhos de Cláudia Valente:

Flickr
http://www.flickr.com/photos/20206956@N00/?saved=1

Orkut
FAZENDO ARTE
http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?rl=ls&uid=12387772057744191092


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

DEU NO JORNAL - CORAL DE CACHORROS E SWANSEA JACK

Um coral de cães grava música no País de Gales.
Ao ler esta manchete nossa humana viu que era matéria para entrar no ar aqui no blog.
Um coral canino gravou a base para a música "A Song for Jack", de autoria do compositor Richard Higlett. A música foi composta em homenagem a Swansea Jack, cachorro que viveu na década de 30 e salvou muitas pessoas de afogamentos no cais da região de Swansea, País de Gales.

Este coral tão peculiar entrou no estúdio nesta segunda-feira, mesmo estando em um ambiente diferente os cachorrinhos superaram as expectativas do músico.

A seleção foi dura, entre 30 canditatos oito seriam selecionados. Entre os escolhidos dois shih-tzus e um border colie; um basset fez muito sucesso entre os candidatos e no final de um video de entrevista com o organizador do coral há um solo impressionante deste "cãotor", num outro video no site da BBC é possível ouvir a performance de outros 3 "cãestores".

A seguir imagens da seleção de cantores e do estúdio de gravação.
clique na imagem para ampliar


Mas no final da história ficamos pensando: "Beleza, um coral de cachorros, muito jóia!! Gravando uma música para um festival, mesmo muito jóia! A música é para homenagear outro cachorro, fantástico!Um cachorro herói, maravilhoso! Mas como é mesmo a história deste cachorro herói??????

Claro que fomos pesquisar, e vamos publicar aqui o resultado da nossa pesquisa.


Com vocês a incrível história de um animal extraordinário:


Swansea Jack (1930-1937) era um labrador retriever preto que viveu nas docas do rio Tawe, região de Swansea, País de Gales.
Jack respondia aos pedidos de socorro das pessoas que estavam se afogando nas docas. Ele mergulhava e puxava a vítima até livrá-las do afogamento certo.

Seu primeiro resgate foi um garoto de doze anos, em seguida na frente de uma multidão de pessoas, Jack resgatou um nadador em apuros. Após este salvamento Jack teve sua foto publicada em jornais e recebeu do Conselho Local uma coleira de prata. Em 1936 recebeu o título de "O Cachorro mais Corajoso do Ano" dado pelo jornal "Star". Recebeu ainda um troféu do prefeito de Londres e ainda é o único cão que recebeu duas medalhas de bronze (The Canine V.C.), concedido pela Liga Canina Nacional da Defesa (National Canine Defense League).
Conta-se que durante sua vida Swansea Jack salvou 27 pessoas que estavam se afogando nas docas do rio Tawe.

Infelizmente, em outubro de 1937 Jack morreu após comer veneno de rato. Recebeu das autoridades públicas um monumento em sua homenagem.
No ano 2000 Swansea Jack foi nomeado "Cão do Século" pela "New Found Friends of Bristol" que treina cães em técnicas de salvamento aquático.


A seguir a foto que saiu no jornal após o salvamento do nadador.

para ampliar clique sobre a imagem

domingo, 7 de setembro de 2008

MIAUKUT FM - VOZES "INHAS"

Caríssimos ouvintes, voltamos com a nossa programação musical aqui no Blog da Tropinha.
Antes de inciar o programa queremos avisar que os problemas técnicos que impediam de ouvir os outros programas já foram sanados.

Muitos vão questionar a seleção de hoje, mas por favor, leiam com carinho a nossa explicação.
Vozes "inhas" na nossa compreensão não é aquele cantor que tem voz ruim, é aquele que tem aquela vozinha suave, docinha, aerada, e que a gente ouviria horas e horas.
Incluímos aqui dois jingles de propaganda que exemplificam perfeitamente uma voz "inha".

Então vamos lá!!
Para ouvir basta clicar na imagem abaixo e aguardar carregar.
1. João Gilberto cantando Maria Ninguém ;
2. Nara Leão cantando Penas do Tiê;

3. Aselin Debison cantando Someone is there waiting for my song;
4. Run to you cantora desconhecida (a agência que fez o jingle não divulga o nome);
5. Jack Johnson cantando Better Together;
6. Pato Fu (Fernanda Takai) cantando Antes que seja
tarde;
7. Carla Bruni cantando Quelqu'un ma dit;
8. Adriana Calcanhoto cantando Fico assim sem você;
9. Ellen Page e Michael Cera (trilha sonora do filme Juno, interpretada pelos atores) cantando Anyone else but You.

Até o próximo MIAUKUT FM!!!!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

LAKME NA BIBLIOTECA


Hoje, em Lakme na Biblioteca, o best seller: Marley & Eu.
Este livro já é mais que famoso, até filme com Jennifer Aniston tá saindo agora em 2008, mas a nossa humana tem se surpreendido com a quantidade de cachorreiros e gateiros que não leram o livro. A maioria explica que tem receio de ler, pois tem certeza vai chorar.
Bem, a nossa humana que é uma rata de biblioteca e uma chorona de carteirinha, também relutou muito a ler este livro, porém a curiosidade ganhou do receio e lá foi ela ler o talzinho.
E ela se surpreendeu. Claro que tem passagens super emocionantes, mas pela beleza da história e não por apelação da narrativa, pelo respeito e carinho que John teve por Marley em todos os momentos da vida deste imenso labrador.
John Grogan é jornalista e tem uma narrativa bem leve e agradável, sem contar um senso de humor muito apurado, sem exageros, e Marley foi um cão que deu a John material de sobra para exercer esta qualidade de escrita. Muito mais que chorar, nossa humana riu muito lendo este livro. Apesar de ter 12 gatinhos, em muitas passagens ela se identificou com o narrador.


A seguir um dos nossos trechos preferidos deste livro maravilhoso:

" Quando finalmente eu trouxe mãe e filho para casa, Marley ficou fora de si. Jenny colocou Patrick dormindo no moisés no meio da nossa cama e depois se juntou a mim, que estava comemorando com Marley na garagem, numa alegria contagiante. Quando Marley se acalmou um pouco nós o trouxemos para dentro. Nosso plano era agir naturalmente, sem apontar o bebê para ele. Iríamos passar por perto e deixá-lo perceber a presença do novo morador da casa aos poucos.

Marley seguiu
Jenny até o quarto, enfiando o nariz fundo na sacola que ela trouxe de volta da maternidade. Ele literalmente não sabia que havia um ser vivo em cima de nossa cama. Então Patrick se moveu e emitiu um som semelhante a um chilreio abafado de pássaro. As orelhas de Marley se ergueram e ele congelou. De onde veio este barulho? Patrick repetiu o som, e Marley levantou uma pata no ar, apontando como um cão de caça. Meu Deus, ele estava apontando para o nosso bebê como um cão caçador apontaria para uma...presa. Neste instante, lembrei do travesseiro de penas que ele atacou com tanta ferocidade. Ele não seria tão burro para confundir um bebê com um faisão, seria?

Em seguida, ele se aproximou. Não foi um ataque feroz para "matar o inimigo"; ele não mostrou os dentes nem grunhiu. Mas tampouco foi uma aproximação de "boas-vindas ao mais novo habitante do bairro". Seu peito tocou o colchão com tanta força que a cama andou de lugar. Patrick estava bem acordado agora, os olhos esbugalhados. Marley retrocedeu e avançou novamente, desta vez aproximando sua boca a poucos centímetros dos pezinhos do nosso recém-nascido. Jenny agarrou o bebê e eu agarrei o cachorro, puxando-o para trás pela coleira com ambas as mãos. Marley estava lívido, espichando-se para se aproximar desta nova criatura, que, de alguma forma, havia invadido nosso santuário. Ele se sentou sobre as patas traseiras e eu o puxei pela coleira, sentindo-me como o Zorro montado em seu belo cavalo negro.
- Muito bem, está tudo bem agora - eu disse.

Jenny colocou Patrick no moisés; e eu coloquei Marley entre as minhas pernas e segurei-o firme pela coleira com os punhos cerrados. Até Jenny percebeu que Marley não queria agredi-lo. Ele estava arfando com aquela expressão abobada que ele tinha; os olhos estavam brilhando e o rabo balançando. Enquanto eu o segurava, Jenny se aproximou de nós, permitindo que Marley farejasse primeiro os dedinhos do bebê, depois seus pés, pernas e coxas. A pobre criança tinha apenas um dia e meio de idade e já estava sob o ataque de um aspirador de pó. Quando Marley farejou a fralda, ele pareceu entrar num estado alterado de consciência, um tipo de transe induzido por fraldas infantis. Ele estava no paraíso. Ele se mostrava eufórico.
- Um movimento em falso, Marley, e você está frito - Jenny alertou, e ela estava falando sério.


Se ele tivesse demonstrado o menor gesto agressivo em relação ao bebê, seria o fim dele. Mas ele nunca fez isto. Logo descobrimos que o nosso problema maior não era evitar que Marley machucasse nosso precioso bebê. Nosso problema era mantê-lo afastado do cesto de fraldas usadas."

Umas fotinhos de Marley:
para melhor visualização clique na imagem
Marley & Eu, a vida e o amor ao lado do pior cão do mundo.
John Grogan
Prestígio Editorial

sábado, 30 de agosto de 2008

HISTÓRIA DE ANIMAIS EXTRAORDINÁRIOS - NORA, A GATA PIANISTA. PARTE II

Continuando a linda história de Nora, a gata pianista.
Então, um dia, após quase um ano eu pensei comigo mesma: Talvez, se eu pulasse no banquinho e colocasse minhas patinhas sobre o teclado, como os alunos da mamãe, eu poderia tocar piano também. E pulei sobre o banco do grande piano preto e coloquei minhas patinhas sobre as teclas. "Plink, plink, plunk, plink." Eu descobri que poderia fazer uma música maravilhosa como os humanos, era fácil e divertido também.
A próxima coisa que sei era mamãe e papai parados, ao meu lado com olhar surpreso em seus rostos e eles não paravam de dizer o quanto especial eu era. Eu não compreendia qual era a grande razão para tudo isto. Óbvio que sou especial. Eles ainda não tinham percebido isto? “Muitos gatos devem tocar piano”, pensei. Então percebi que nenhum dos outros gatos mostrou qualquer interesse em tocar piano, exceto Gabby, minha nêmesis. Ela gostava de andar sobre o teclado. Grandes coisas. Você chama isto de tocar? Ela ainda tem muito ciúmes de mim. Apesar de mamãe ter feito ela parar de me atacar, dando a ela petiscos enquanto eu tocava. Ainda acho que ela não merece, mas fico contente por não ser atacada.
Logo eu já tocava todos os dias. Apesar de mamãe ter dois pianos, gosto mais do Yamaha. Só toco no outro quando alguém está usando o Yamaha. Também aprendi que prefiro os sons agudos aos graves. Eu posso tocar suavemente e forte também, e que também posso tocar mais de uma nota ao mesmo tempo, ou apenas uma única nota. As teclas pretas soam muito legais. Rapidamente comecei a tocar duetos com os alunos durante suas aulas. Eu gosto de praticar todos os dias, pois “a prática causa a perrrrrrrfeição.”
Os alunos de mamãe começaram a trazer seus amigos para me conhecer. Todos queriam tirar fotos minhas com seus celulares e eu ficava feliz de atende-los. Eu sempre gostei de posar para fotos. Isto era tudo que eu sempre quis – atenção e reconhecimento por ser a esperta e talentosa gata que sou. Eu nunca fui “MANDONA”, eu apenas nasci para ser uma estrela, estrela de cinema também.
Os alunos de mamãe pediram a papai que fizesse um filme comigo tocando piano e colocasse no Youtube, assim eles poderiam mostrar para seus amigos. Mamãe e papai acharam que poderia ser um coisa legal de fazer, assim sua sobrinha Sara, de Wyoming, poderia mostrar para seus amigos também. Apesar de que eles nunca houvessem ouvido falar de Youtube, resolveram fazer. Eles já tinham uma loja on line para que os alunos pudessem comprar ímãs ou mochilas com meu retrato, e os alunos gostavam muito. Então, se eles queriam um vídeo no youtube, por que não? Mal sabiam eles que meu pequeno vídeo teriam mais de 6.000.000 de acessos. Eles também recebem muitas cartas dizendo o quão feliz eu deixei as pessoas que me viram tocar.
Eu imagino, as vezes, quantos gatos que estão em abrigos que poderiam aprender a tocar piano e talvez eles nunca tenho a chance por não haver lares suficientes para todos nós. Isto me deixa realmente triste.
Você também gostará de saber que agora tenho um amigo gato. Quem imaginaria que um dia isto seria possível? Veja, um dia mamãe e papai trouxeram um novo filhote. Seu nome é Rennie, em homenagem ao artista Renne Magrite. Meu nome é em homenagem a Leonora Carrington. qualquer forma, Rennie nunca teve o menor interesse em ser o chefe.De Ele apenas quer se divertir.
Todos o amaram a partir do minuto que ele apareceu na porta, inclusive eu. De fato ele é o meu melhor amigo. A gente brinca de lutar juntos. Eu nunca soube que poderia gosta de brincar com outro gato, mas eu gosto. Mamãe e papai parecem estar muito felizes com isto.
Rennie não demonstra se interessar pelo piano como eu. Mas ele gosta de entrar dentro do piano. Mamãe parece não gostar quando ele rasteja lá para dentro, mas faz com que papai ria. Pessoalmente, acho Rennie brilhante. Não podemos todos ser estrelas, alguém tem que manter o piano afinado.
Espero ter esclarecido algumas de suas perguntas.
Com amor
Nora.
Deixaremos a seguir os videos de Nora ao piano, não deixem de ver."NORA: Practice Makes Purr-fect"



Nora: The Sequel - Better than the original!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

HISTÓRIA DE ANIMAIS EXTRAORDINÁRIOS - NORA, A GATA PIANISTA. PARTE I

A gatinha Kochana (lê-se Corrâna, e significa "querida" em polonês) vai nos trazer belas histórias sobre animais extraordinários.

Hoje a história de Nora, a gatinha pianista.
Nora é uma gatinha norte-americana que se descobriu pianista após ser adotada por um casal de músicos.

Leia abaixo a história de Nora contada por ela mesma.
obs: o texto foi traduzido por nossa humana de estimação que não é nenhuma tradutora ou coisa que o valha. Para ler no original acesse: The Story, From Shelter to Show Biz: A Meowmoir

A História, do abrigo ao Show Biz: uma miaumória

Muitos de vocês perguntaram sobre minha vida antes que eu me transformasse numa pianista famosa, assim eu pensei em partilhar com vocês a história de como eu fui viver com Betsy e Burnell.

Bem, eu nunca vou esquecer o primeiro dia em eu vi que Betsy e Burnell no abrigo de animais de estimação em um lugar chamado Cherry Hill, New Jersey, minha mãe era uma gata de rua.
Em todo o caso, meus futuros mamãe e papai estavam comprando ração para seus cinco gatos, e Betsy sempre gostou de olhar os gatos que esperavam lares no abrigo. E muitos de nós estavam lá neste dia.
Estávamos todos fora de nossas gaiolas, brincando com abandono selvagem. No meio deste caos, Betsy viu-me brincar sozinha . Isso era porque eu não gosto de brincar com os outros gatinhos, mas, felizmente, Betsy não sabia disto ainda.

A próxima coisa que sei é que estava nos braços de Betsy. Imediatamente, eu comecei a brincar com sua longa trança. Foi amor a primeira vista. Alguns dias mais tarde, depois que o abrigo chamou seu veterinário e alguns amigos para se certificar de que eu teria um bom lar, Betsy e Burnell retornaram para me pegar. Desta vez nenhum dos gatinhos estavam brincando fora. Nós estávamos todos em nossas gaiolas com os cartões na parte da frente que descreviam nossas personalidades. Os cartões dos outros gatinhos diziam coisas como, "Se da muito bem com crianças, " ou " Gosta de outros animais.." Coisas como isto, e isto me deixa fula da vida, pois no meu estava escrito “MANDONA”. Não tinha nada dizendo o quanto esperta eu era ou como eu me dou bem com os seres humanos, ou quão bonita eu sou, ou a maciez do meu pelinho, apenas dizia “MANDONA”. Fiquei humilhada. E também preocupada que Betsy e Burnell mudassem de idéia sobre minha adoção ao ver o cartão. Felizmente eles estavam tão apaixonados por mim que nem ligaram para o que os humanos do abrigo achavam de mim. Betsy e Burnell, isto é, mamãe e papai, estavam ansiosos para me levar para casa para que eu conhecesse meus novos irmãos e irmãs.

Quando cheguei em casa, fiquei satisfeita em ver que estava repleta com arte e instrumentos musicais, incluindo dois pianos grandes gigantes. Eu nunca havia visto um piano antes, mas me parecia maravilhoso. Os outros gatos, entretanto, era uma outra história. Por algum motivo, pensavam que estavam no comando, particularmente esta pequena e velha gata cinzenta chamada Gabby. Claro que estavam errados. Eu que estava no comando agora. Já tinha estado antes. Apenas sigo minha natureza.

Imediatamente ensinei todos os gatos como rosnar, fazer fuuu e gritar. Aparentemente eles nem sabiam como lutar. Eles tinham uma vida tão tola, calma e pacífica, todos se davam bem entre eles. Vocês já ouviram falar de uma coisa tão ridícula como esta suas vidas?Já era hora de mamãe e papai terem um pouco mais de excitação em suas vidas como gateiros. Gabby, a pequena gata cinzenta da qual já lhes falei, me atacou enquanto eu dormia e tirou uma bocada da minha linda e macia pelagem cinzenta. Que atrevimento! “O que eles viram nesta gata?”, pensei comigo. Por que eles a adotaram? Mas, mamãe sempre vinha em meu socorro.

Também tinha o Max, um grande gato laranja. Nunca gostei dele e sempre foi muito fácil deixa-lo em apuros. Eu simplesmente gritava a plenos pulmões quando ele se aproximava de mim e ele se arrepiava todo como uma grande bola de pêlos. Mamãe e papai vinham correndo para ver se tudo estava ok e viam Max todo arrepiado me encurralando no canto. Eles pensavam que ele tinha me atacado e gritavam com ele. Era tão divertido de fazer isto e tão fácil.
Infelizmente, eu cometi o erro de fazer isto enquanto papai e mamãe estavam na sala, então eles perceberam que Max apenas ficava nas pontas dos pés em torno de mim, sem me maltratar de forma alguma. Quando eles perceberam que apenas gostava de colocar Max em maus lençóis, eles pararam de vir correndo em meu socorro cada vez que eu gritava, então eu parei de gritar. Afinal, não tinha mais graça se Max não ficava mais encrencado.

Como uma filhotinha, eu fiz muitas coisas tolas para passar meu tempo. Eu amava perseguir o reflexo do meu rabo na superfície brilhante do piano Yamaha da mamãe.Grandes coisas se no final eu deixava o piano todo arranhado. Eu corria furiosamente em círculos até ficar tonta e cair. Então eu pulava e começa tudo novamente. Todos achavam isto muito engraçado. Um dia papai e mamãe me trouxeram uma haste com uma corda amarrada e atada à corda uma grande pena amarela. Isto me lembrava os pássaros que eu observava através da janela. Deste então este é o meu brinquedo favorito.
Também gosto de descansar sobre uma grande estátua de madeira que representa uma mamãe gata e seus filhotes, é exatamente como uma família de gatos deve ser.
Gosto de me enrolar nas mantas do sofá e mergulhar nas pilhas de roupas para lavar. Entrava nas mochilas dos alunos de música e eles saiam me carregando. Entrava nos estojos de violão e me recusava a sair quando eles queriam guardar o instrumento.
Eu não gostava de meus irmãos, mas amava os alunos de música de mamãe.Assistia suas aulas cuidadosamente e notava a atenção que mamãe dava para cada um deles. Eu gostava especialmente do som do piano Yamaha e sentava em baixo dele durante as aulas para ouvi-lo melhor. Você já sentou em baixo de um piano enquanto alguém está tocando? A música é realmente alta.

Após seis meses ou algo assim, os outros gatos se acostumaram comigo no comando. Eles compreenderam que as coisas eram melhores assim. Eles me deixavam tomar conta sozinha da cadeira do computador da mamãe enquanto eles ficavam no outro quarto dividindo a cama. Eles aprenderam que não deviam andar sobre mim enquanto eu dormia ao lado da mamãe, assim eu não precisava bater na cabeça deles quando eles passavam. Demorou um pouco, mas eles compreenderam que eu preferia comer tudo sozinha, então eles não tentaram mais dividir bacia de ração comigo. A vida era boa.

Continua na próxima ed. do BLOG DA TROPINHA.